as manchetes dos jornais não são anunciações.
as letras escrevem todas as coisas, todos os acontecimentos. não existe evento que não se acerte em palavras e elas não conhecem previsões porque as palavras são, não serão.
e as palavras, mais do que os eventos, nos atingem as peles em plena manhã. as frases, talvez sentenças, vêm em disparada anunciar as novidades dos homens: suas ações e pensamentos, sentenciando nossa existência.
letras de todos os tamanhos, escritos de todas as extensões disponíveis em demasiados lugares e em nossa mente até ser uma reflexão inútil em um colocar de sapatos. assim nos servem as notícias que já passaram e as que virão, pois o que não falta é a certeza de que as notícias de amanhã sempre existiram.