segunda-feira, 21 de outubro de 2013

das nuances da dança

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

(Carlos Drummond)




eu sinto à minha maneira e há amor pra todo sentir.

há amor de dupla e de quadrilha e já bailamos em todas estas rodas.

todo alguém cantou letras, poemas e tradução de amor destas combinações.

o amor de dupla, enquanto no mesmo passo, é braço destro e canhoto.


mas é no amor de quadrilha, que nem sempre festeja em mesmo ritmo, onde dançam todas as vontades. assim, só se pode marcar o chão: os pés, na coreografia, machucam o mundo e quem ama. mas aí, quem repete a dança, já conhece o espetáculo. as palmas dos pés rachados, mas o amor se crê digno, novamente, à espera de todas as aceitações.


porém é esta aflição que dá toda aquela imensidão que pulsa em um sábado à tarde, sempre.




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